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Supere a Depressão

Você sabia? A incidência da depressão na população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de 10% - em torno de 121 milhões de pessoas.

Você se sente perseguido por pensamentos negativos sobre si mesmo, sobrecarregado pela solidão, paralisado pelo medo de falhar? Se sua resposta é sim, você não está sozinho.

A depressão afeta milhões de pessoas no mundo todo, mas a boa notícia é que, com tratamento efetivo, se pode superá-la.

A MENTE DEPRIMIDA

A depressão tem uma mente própria. Quando você está deprimido, pensa em generalizações: “nada dá certo”, não se dá o crédito por nada do que faz: “eu não faço nada direito” e se rotula nos termos mais negativos: perdedor, envergonhado, humilhado. Você pode estabelecer padrões exigentes que nunca conseguirá satisfazer. Pode pensar que precisa da aprovação de todos, ou que precisa se sobressair em tudo o que faz, ou saber com certeza que algo vai dar certo antes mesmo de tentar.

Seu pensamento o mantém aprisionado na autocrítica, na hesitação e na inércia.

A depressão é uma causa global de incapacidade e a previsão é que até o ano de 2020, torne-se a maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida.

COMO PENSAM AS PESSOAS DEPRIMIDAS?

O que mais nos impressiona em relação à forma como os nossos pacientes deprimidos pensam é que eles são incansavelmente negativos, mesmo quando os fatos são positivos.

Na depressão as pessoas estão convencidas que os seus pensamentos são verdadeiros, válidos e úteis, quando na realidade, eles são na sua maioria interpretações irrealistas e distorcidas da realidade. Por exemplo, depois de uma rejeição amorosa, pode haver pensamentos como estes:

"A culpa é minha!"
"Ninguém me vai amar!"
"Nunca mais vou conseguir amar alguém!"

Os terapeutas cognitivos identificaram que, quando estamos deprimidos, tendemos a ter uma visão negativa de nós mesmos, de nossas experiências e do nosso futuro. Chamamos isso de “a tríade negativa”.

Quando você assume essa visão negativa de si mesmo, tudo o que você faz lhe parece um fracasso ou um “fiasco”. Mesmo quando alguém assinala seus aspectos positivos, você os descarta como irrelevantes: “Isso não é nada demais- qualquer um pode fazer isso”. Você parece não desfrutar de nada; acha que seu exercício é uma perda de tempo, que suas férias foram um desperdício de dinheiro e que seus relacionamentos são maçantes e exigentes. Tem uma visão obscura do futuro, prevendo, também, que nunca vai melhorar, que vai ser reprovado no exame, que vai ser despedido do seu emprego e que acabará sozinho pelo resto da vida.

TRATAMENTO PARA A DEPRESSÃO

Em nossa trajetória cuidando da saúde mental de inúmeras pessoas deprimidas, percebemos que a maioria dos pacientes tende a chegar ao consultório em busca de uma “pílula para a felicidade”. As pessoas não querem se mover, provocar mudanças em suas vidas, mudar a forma de pensar: (“Dr. isso dá trabalho, é cansativo, leva tempo...”).

Mas não é bem assim que o tratamento para a depressão funciona. Entenda:

No caso da depressão endógena que constitui cerca de 10% dos casos e tem origem em disfunções químicas no cérebro ou em fatores hereditários (genes), o tratamento privilegiado deverá ser o medicamentoso.

Mas a grande maioria das depressões tem origem em reações psicológicas a acontecimentos de vida, negativos ou estressantes- é a depressão exógena. Ou seja, são os eventos negativos que podem desencadear a depressão. Por exemplo, o desemprego, relacionamentos que terminam, sentimentos de perda, rejeição amorosa, divórcio, explicam o início de uma depressão. É através da terapia cognitiva-comportamental (único método de terapia com eficácia comprovada), que você vai descobrindo os padrões de pensamento irrealistas e que não funcionam e que permitem que a depressão se mantenha. O psicólogo ajuda a encontrar interpretações realistas e adaptativas e apoia na mudança do comportamento, pois a ação é fundamental na superação da depressão.

Ou seja, o medicamento não vai alterar a nossa visão ou perspectiva dos acontecimentos, apenas vai proporcionar um alívio dos sintomas depressivos, mas não resolve a origem da depressão, que está, na grande maioria dos casos e situações, na forma distorcida e negativa de ver as coisas. Nestes casos, o medicamento é útil porque torna as pessoas mais aptas e capazes de compreender o que se faz na terapia psicológica (estratégia psiquiátrica bastante necessária em alguns casos).

As pessoas são muito mais ajudadas quando são encorajadas a tomarem um papel ativo nas suas vidas, a identificarem os seus erros de pensamento e a desafiarem a sua maneira de pensar, verificando se os seus pensamentos são verdadeiros ou não.

O problema é que existem alguns modelos de psicoterapia, bastante lentos e de eficácia por comprovar, que contribuíram para alguma desvalorização do papel da psicologia ou da eficácia da terapia. Alguns tipos de terapia não definem objetivos de intervenção ou não indicam estratégias para enfrentar certos problemas e na qual o terapeuta tem um papel muito passivo.

Em resumo, a depressão é uma doença que afeta milhares de pessoas pelo mundo, experimentam tristeza com muita intensidade, sem a habilidade para regular ou gerir este sentimento. O tratamento adequado a você depende de uma avaliação psiquiátrica ou psicológica, e deverá ser planejado de acordo com o seu caso.

Os maiores resultados são obtidos quando se utiliza terapia cognitivo-comportamental combinada com medicação ou não.